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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Quem não tem pressa come confit!!



A Arte de Confitar:


Quando inventaram a geladeira, o confit perdeu espaço na conservação de carnes. Mas ganhou status gourmet entre os que não dispensam pato, ganso, porco ou até cabra velha preservados e amaciados na própria gordura

Ele não tem mais sua função original, mas está longe de se tornar obsoleto. O confit nasceu como técnica de conservação - a carne é guardada em sua própria gordura. Porém, com o tempo (e a invenção da geladeira), passou a ser cultuado como receita. O motivo? Além de concentrar o sabor, confitar dá maciez à carne.
O processo é simples: a carne é temperada e cozida na própria gordura, lentamente. Depois, carne e gordura descansam juntas até o dia de irem ao forno ou à frigideira. Por séculos, foi assim que se garantiu o consumo de carne durante o ano todo, no mundo inteiro.
Além de pato e porco, na França também se confita ganso; e na Espanha, como no Brasil, é comum cozinhar o porco na própria gordura. Os portugueses fazem a chanfana, um confit camponês para aproveitar a carne da cabra velha. Ela descansa na banha e cozinha em vinho tinto (tema da coluna de Dias Lopes na edição de 7/7/2011). Na cozinha judaica, é comum usar a gordura da galinha caipira para confitar arenque (prato conhecido como herring schmaltz). Mas Andrea Kaufmann, chef do AK Vila, prefere confitar a coxa da galinha e servi-la com repolho roxo agridoce.
Um dos pratos mais emblemáticos do Líbano é o qawarma - tradição dos antigos habitantes das montanhas mantida até hoje. As ovelhas da raça awassi (que têm rabo gordo) são submetidas a regimes forçados de engorda, abatidas e confitadas em uma jarra de barro com a própria gordura. "Geralmente as ovelhas são recheadas com arroz, tomate, grão-de-bico e carne moída. Pode soar agressivo, mas asrefeições com qawarma sempre foram sinônimo de delicadeza", diz a autora e jornalista gastronômica libanesa Anissa Helou.
Na Nova Zelândia, Austrália e Tasmânia existe a tradição de confitar uma ave chamada mutton-bird (pássaro-carneiro), gordurosa e com sabor que lembra o do carneiro - daí o nome.
O confit de canard (pato), que de tão famoso virou sinônimo do termo na França, surgiu no sudoeste do país, no século 18. Por ali, entrar em uma casa e não ver um pote com pato confitado é como abrir a geladeira do brasileiro e não encontrar uma tigelinha com feijão. O confit está em todos os cardápios. Pode ser acompanhado de batatas ou legumes, vai bem com terrine de foie gras, recheia massas, é desfiado na salada e indispensável à "feijoada francesa", o cassoulet.
Francês da Gasconha (ele não descarta a possibilidade de ser descendente do Dartagnan que inspirou o mosqueteiro de Alexandre Dumas), o chef do restaurante paulistano Le Bouchon, Patrice Dartagnan, é especialista em confit. Segue à risca a receita de sua terra. "Uso a coxa e a sobrecoxa do pato", ensina. "Primeiro, tempero com sal grosso, tomilho, sálvia e alecrim. Deixo marinando um dia. E depois aproximadamente 4 horas cozinhando na gordura do pato, em fogo baixo (90°C)."
A carne esfria em um pote com a gordura e vai à geladeira por pelo menos 12 horas. Na hora de usar, o chef leva a carne ao forno com um pouco da gordura por cima. Fica extremamente crocante. Ele a serve com batatas sauté com alho e salsinha e cogumelos frescos cozidos na mesma gordura do pato.
O chef Benny Novak, do Ici Bistrô, em São Paulo, tem dois conselhos para quem aceitar a sugestão do Paladar de abrir sua própria confitaria: "Quando estiver cozinhando a carne na gordura, não deixe a temperatura atingir mais de 90°C - porque a carne vai fritar - e preste atenção ao tempo da marinada (leia no quadro ao lado). Os nossos são mais simples: não se acanhe com o nome francês e perca a culpa de encher a panela de banha animal.

 
Siga as dicas do coordenador do curso de gastronomia da Universidade Metodista, Marcelo Bergamo

Para comprar e fazer
Chez Pierre - Pierre Reichart é um dos poucos criadores de pato da raça moulard no País (abastece vários restaurantes de São Paulo). Tem entre  3 mil e 4 mil patos em uma fazenda em Itu. Vende banha, coxas e sobrecoxas cruas e pré-cozidas - e ensina os clientes a confitá-las (tels. 4409-3022 e 8326-9820)

Onde encontrar
Municipal - R. da Cantareira, 306, 3315-0180 (rua E, box 26)
Casa Santa Luzia - Vende a gordura de ganso em latas de 350g, da Maison Castaing. Custa R$ 27

No sudoeste da França, ele dura pouco

O confit é feito para durar um ano. Mas não dura. É que, sendo uma comida habitual de domingo no sudoeste da França, acaba indo para a mesa muito antes de seu prazo de validade se esgotar. O chef Maurice Cosculluela, 83 anos, que manteve uma estrela Michelin durante 25 anos em seu restaurante Ripa Alta, em Plaisance du Gers, na Gasconha - mesma cidade natal de Patrice Dartagnandiz que o confit "não costuma durar mais de quatro meses". O chef explica que no sudoeste francês o confit passa 15 dias guardado em um recipiente de barro, antes de ser transferido para o pote de vidro. Que partes ele confita? "Coxa e sobrecoxa, como fazia minha avó", diz. Também é emocionalmente ligado ao prato o chef do Le Comptoir, em Paris, Yves Camdeborde - um dos grandes nomes da cozinha francesa e fundador da bistronomie, o movimento que combina alta gastronomia e bons preços em bistrôs. Cambdeborde, nascido em Pau, na Aquitânia, sudoeste da França, gosta de aproveitar as asas, além da coxa, para fazer confit. "É uma comida que compartilho com minha família aos domingos, e no Natal", conta Yves.


Fonte: Estadão 

Filé Exótico



Ingredientes

1 tournedor de filé mignon; 1 folha de massa folhada; 1 fatia de abacaxi; 1 xícara de arroz arbóreo; 1 colher (sopa) de queijo Roquefort; 1 colher (sopa) de Apricot; 1 taça de licor de vinho branco; ½ colher (sopa) de manteiga; ½ dente de alho triturado; ¼ de cebola pequena; 100 ml de leite; 1 colher (sopa) de requeijão; 1 pitada de noz-moscada; 1 colher (sopa) de farinha de trigo; 1 folha de louro; Caldo de galinha o quanto baste

Modo de preparo

Molho Bechamel: Puxe na manteiga o alho e a cebola bem triturados, acrescente a farinha de trigo e vá mexendo com o fuet. Cuidado para não formar grumos. Acrescente o leite morno aos poucos para dar a consistência desejada. Para finalizar, acrescente o requeijão e reserve. Grelhe o filé e a fatia de abacaxi e reserve. - Montagem: Corte um quadro na massa folhada do tamanho que você possa envolver o filé. Em cima da massa folhada coloque o filé mignon. Cubra com a fatia de abacaxi e por último, o molho bechamel. Feche a massa folhada e faça alguns furos para não criar bolhas. Asse a 180 graus por 7 minutos. Grelhe o filé e a fatia de abacaxi e reserve. - Risoto: Sue a cebola na manteiga, acrescente o arroz arbóreo e vá mexendo sem parar. Acrescente o vinho branco e continue mexendo. Vá acrescentando, aos poucos, o caldo de galinha até o arroz ficar al dente. Acrescente o queijo e o apricot.
Fonte: Festival Brasil Sabor

Tornedor au Poivre Vert


INGREDIENTES:

- 4 tournedos de filet mignon (200g cada)

- 20g de pimenta verde em salmoura

- 300ml de molho de carne reduzido (faca o molho com as aparas do mingon) 

- 125ml de creme de leite fresco

- 15g de manteiga sem sal

- 50ml de cognac

- 40ml de vinho tinto seco

- 350g de chuchu em julienne

- 2 colheres (sopa) de cebolinha verde picada

- 3 colheres (sopa) de óleo de canola

- 300g de batata inglesa em rodelas finas

- 120g de manteiga clarificada

- Sal

- Pimenta-do-reino branca moída na hora;

- Flor de sal e pimenta rosa para decorar.


MODO DE PREPARO:

Em uma frigideira grelhe os tournedos por uns 10 minutos. Retire-os e mantenha-os quente. Na mesma frigideira que grelhou os tournedos sem lavar, escorra o excesso de óleo, junte a manteiga, a pimenta verde e flambe com o cognac.
Acrescente o vinho deixe evaporar o álcool, abaixe o fogo junte o molho de carne e creme de leite, deixe ferver prove o tempero e reserve. Em uma frigideira de tefal pequena arrume rodelas de batata formando uma roséa, regue com manteiga clarificada e deixe dourar, transfira para uma travessa com papel absorvente, proceda do mesmo modo até terminar toda a batata, polvilhe sal e mantenha as abertas para não murcharem.
Em outra frigideira aqueça um fio azeite com óleo e salteie rapidamente o chuchu em fogo alto, tempere a gosto, junte a cebolinha verde. Arrume o chuchu no centro de quatro pratos bonitos,sobre o mesmo coloque os tournedos,ao lado as batatas regue com o molho bem quente, decore a gosto e sirva.

Fonte: Gastronoia e Negocios


Foie gras de pato quente com manga caramelizada

Ingredientes 

4 fatias de brioche 
100 g de manteiga 
3 ovos 
500 ml de leite 
1 fava de baunilha 
3 colheres (sopa) de açúcar 

Para o creme anglaise 
500 ml de leite 
150 g de açúcar 
500 ml de creme de leite fresco Paulista 
9 gemas 
2 favas de baunilha de taiti

Modo de fazer

Passo 1

Corte o foie gras em quatro fatias de 1 a 1,5 cm de espessura. Corte quatro fatias de manga. Coloque o suco de laranja em uma panela pequena e deixe em fogo médio para ser reduzido.

Passo 2

Ao mesmo tempo, em outra panela: coloque a manteiga e o açúcar até se dissolverem. Junte a manga temperada com sal e pimenta, para corar e caramelizar ligeiramente.

Passo 3

Aqueça uma frigideira em fogo bem alto. Coloque as fatias de foie gras para corar durante dois minutos, de cada lado. É a própria gordura da carne do pato que vai se encarregar de dourá-la.

Passo 4

Opcional: derreta um pouco de chocolate amargo e tempere com pimenta. Em cada prato, coloque uma fatia de manga e um escalope de foie gras. Pincele ao lado um pouco do chocolate

Rendimento

4 porções

Dicas

Antes de servir, passe as fatias de foie gras em papel-toalha para retirar a gordura excedente. Sirva imediatamente